quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Você nunca vai esquecer daquele dia em que ficou com ele na praia até o pôr-do-sol. Duas pessoas em silêncio e um infinito de pensamentos. Você nunca vai esquecer do dia em que riu até chorar. Dos dias em que correu na chuva. Dos dias em que chorou como se todos problemas fossem se resolver assim. Você nunca vai esquecer dos dias em que decidiu mudar o cabelo para mudar de vida. Dos dias em que tomou decisões que iriam te afetar para sempre. Dos dias em que gritou até não ter mais voz. Dos dias em que teve que se despedir de alguém. Você nunca vai esquecer.

Por isso... Cante. Dance. Beije. Ame. Odeie. Brigue. Grite. Sorria. Sinta! Mas com intensidade, por favor. Feche os olhos, se jogue no infinito e não tenha medo das consequências!

sábado, 19 de novembro de 2011

Todo mundo dizia que ele nunca foi com outra, o que era com ela.
E ele dizia a mesma coisa. E tantas outras bonitezas de se ouvir. Demonstrações públicas de um afeto que transbordava.
Eram tão diferentes, e se completavam mesmo assim.
Tipo encaixe perfeito. De bocas, de quadris e de vontades.
Ela bossa nova, ele rock and roll.
Ela Florbela Espanca, ele Friedrich Nietzsche.
Ela intensidade, ele equilíbrio.
Ela poeta, ele inspiração.
O tempo que cura, também afasta. As diferenças que completam, também minam um relacionamento.
A poesia virou rotina, as palavras bonitas faltaram, o que era doce, realmente acabou.

Ele ausência. Ela silêncio. Os dois, saudade.

:(

É estranho olhar nos seus olhos e não me enxergar mais aí.
Lembra aquele brilho que eles tinham quando você olhava pra mim?
O filme que passava na sua cabeça quando alguém te falava de amor, era o mesmo que eu via quando pensava em futuro.
Eu era tão sua. Você era tão meu.
O problema disso tudo, é que continuo me sentindo sua, mesmo sem ser.
Mas quando seus olhos me vêem, eles já não brilham mais.
Queria sentar na sua frente e falar daqueles dias em que os problemas eram pequenos diante da felicidade que você me fazia sentir.
Queria ficar horas fazendo você lembrar de quantas vezes eu te fiz sorrir, e te contar o quanto você tem me feito chorar...
Queria que você sentisse saudade daqueles dias em que você tinha certeza que o seu amor era meu.
Queria voltar a ser dona do melhor abraço e do sorriso mais lindo que já vi na vida.
Queria esquecer. Deixar de querer. Queria te ter. Porque eu cansei de desperdiçar meus melhores carinhos com as pessoas erradas, que tanto me fazem lembrar como te dar carinho era bom.
Porque quanto mais eu tento ser de outro, mais sua eu me sinto.
Porque quanto mais eu tento deixar de te amar, mais eu quero você aqui. Perto de mim.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

INSATISFAÇÃO

O PIOR pra mim e saber que tudo o que eu sempre quis de voce, nao sou eu que vou ter!
Que tudo pelo que eu lutei outra pessoa vai usufruir.
E é mais triste ainda o fato de que as coisas nao vao acabar beeem.

:(

terça-feira, 15 de novembro de 2011

:D

São os pequenos gestos que fazem diferença.
As pessoas com quem nos relacionamos perdem por isso. por falta de um  elogio por falta de um reconhecimento!
e sim NOS MULHERES gostamos de ouvir elogios.
e o que mais dói em nós e escutar outra mulher sendo elogiada pela pessoa que amamos ou que um dia chegamos a amar.

e SIM é PRA VOCE!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

:)

Se eu disser pra você que hoje acordei triste, que foi difícil sair da cama, mesmo sabendo que o sol estava se exibindo lá fora e o céu convidava para a farra de viver, mesmo sabendo que havia muitas providências a tomar, acordei triste e tive preguiça de cumprir os rituais que faço sem nem prestar atenção no que estou sentindo, como tomar banho, colocar uma roupa, ir pro computador, sair pra compras e reuniões – se eu disser que foi assim, o que você me diz? Se eu lhe disser que hoje não foi um dia como os outros, que não encontrei energia nem pra sentir culpa pela minha letargia, que hoje levantei devagar e tarde e que não tive vontade de nada, você vai reagir como?
Você vai dizer “te anima” e me recomendar um antidepressivo, ou vai dizer que tem gente vivendo coisas muito mais graves do que eu (mesmo desconhecendo a razão da minha tristeza), vai dizer pra eu colocar uma roupa leve, ouvir uma música revigorante e voltar a ser aquela que sempre fui, velha de guerra.
Você vai fazer isso porque gosta de mim, mas também porque é mais um que não tolera a tristeza: nem a minha, nem a sua, nem a de ninguém. Tristeza é considerada uma anomalia do humor, uma doença contagiosa, que é melhor eliminar desde o primeiro sintoma. Não sorriu hoje? Medicamento. Sentiu uma vontade de chorar à toa? Gravíssimo, telefone já para o seu psiquiatra.
A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal. Mas quando fico triste, também está tudo normal. Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro de nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. Estar triste não é estar deprimido.
Depressão é coisa muito séria, contínua e complexa. Estar triste é estar atento a si próprio, é estar desapontado com alguém, com vários ou consigo mesmo, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, sem uma razão aparente – as razões têm essa mania de serem discretas.
“Eu não sei o que meu corpo abriga/ nestas noites quentes de verão/ e não me importa que mil raios partam/ qualquer sentido vago da razão/ eu ando tão down...” Lembra da música? Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer. Pois é, pega mal. Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara. “Não quero te ver triste assim”, sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música. Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam de fato. Os esforços não são para compreendê-la, e sim para disfarçá-la, sufocá-la, ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem está calado demais. Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinícius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for. Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia.
Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip-hop, e nem pra isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor – até que venha a próxima, normais que somos. - MM